A HISTÓRIA DO ELEVADOR

 

As primeiras utilizações de elevadores que se tem notícia datam de 1500 a.C., quando os egípcios elevavam as águas do Rio Nilo, por meio da utilização de animais e pessoas para realizarem a tração que puxavam grandes vasilhames com a água.

Com o advento da Revolução Industrial, essa forma de tração evoluiu para energia a vapor e a seguir, para a eletricidade.

Estes sistemas foram largamente utilizados até o 3º século antes de Cristo: a alavanca do grego Arquimedes, o Colosso de Rodes, a construção das pirâmides e os obeliscos no Egito; os zigurates na Mesopotâmia são exemplos de construções que utilizaram elevadores rudimentares em época remotas.

Os elevadores modernos foram desenvolvidos a partir do século XIX.

Antes rudimentares, foram evoluindo lentamente de sistema à vapor para hidráulico. A evolução dos elevadores não parou desde então. Em 1846 Sir William Armstrong inventou o guindaste hidráulico alimentado abrindo assim o caminho aos elevadores hidráulicos, substituindo a alimentação a vapor. Os primeiros elevadores hidráulicos foram projetados usando a pressão da água como fonte de energia. Estes elevadores eram usados somente em fábricas, minas e armazéns. O transporte de pessoas nesta época era inseguro, até que em uma feira em Nova York em 1853, Elisha Otis, conhecido como o inventor do elevador moderno, se movimentou verticalmente em uma plataforma, que se apresentava como um novo invento, ainda que aparentemente no aspecto estrutural se assemelhasse aos elevadores até então utilizados. O grande diferencial era que a plataforma desenvolvida era baseada em trilhos serrilhados que prendiam a plataforma se ela perdesse sustentação e freios ocultos de segurança – essência de seu novo invento – evitavam que a plataforma caísse no solo.

Ele foi o homem que resolveu o problema da segurança dos elevadores, tornando possíveis os arranha-céus. O invento de Elisha Otis possibilitou o surgimento das primeiras construções verticais de prédios de grandes alturas. Todavia, como ainda não existia energia elétrica, os elevadores ainda eram movidos à vapor ou força hidráulica.

Os primeiros elevadores eram muito lentos; para um passageiro alcançar o oitavo andar de um prédio, levava em média 2 minutos. Atualmente, alguns elevadores são capazes de atingir a velocidade de 550 m/min, o que significa dizer que são mais de 45 vezes mais rápidos do que os seus antecessores.
Os elevadores elétricos surgiram no ano de 1880, sendo seu primeiro inventor o alemão Werner von Siemens.

Os elevadores brasileiros começaram a ser fabricados em 1918. Era o cabineiro, girando uma manivela, que fazia com que o elevador subisse ou descesse. As portas eram abertas e fechadas manualmente.
Com a construção de edifícios mais altos, o transporte movido à manivela foi substituído por sistemas elétricos mais complexos que dispensavam o serviço dos cabineiros.

Com a evolução tecnológica e a construção de edifícios cada vez mais sofisticados, a saída para os prédios antigos foi a modernização. Na Europa, a indústria de elevadores é um dos termômetros que mede o volume de negócios gerados pela recuperação de imóveis. Cerca de 30% dos contratos firmados pelos fabricantes referem-se à modernização do transporte vertical em prédios antigos. Nos Estados Unidos, o processo iniciou-se nos anos 70 e, no Brasil, nos anos 80.

Até hoje, muitos edifícios brasileiros construídos nas décadas de 40 e 50 mantém em uso os mesmos elevadores daquele tempo. Estes só estão funcionando graças à manutenção constante, pois já não oferecem conforto e praticidade para os usuários, que estão cada vez mais exigentes. Atualmente, quem usa o transporte vertical não quer ficar muito tempo aguardando para poder entrar e, além disso, espera uma viagem rápida com suavidade nas paradas e segurança total.

Hoje em dia, os elevadores contam com modernos sistemas, que permitem grande conforto e segurança aos usuários.

Postado em 01/09/2016
Share on FacebookShare on Twitter+1
Scroll Up